Science, B*tch! – Qual a razão para o céu ser azul?

Publicado: 2 de Fevereiro de 2013 por neopotter em Science

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No vídeo anterior vimos qual a razão para o céu ser preto durante a noite[1]. Mas da mesma forma que fazemos essa pergunta, podemos perguntar qual a razão para o céu ser azul durante o dia…

Copiando uma das razões dadas no outro vídeo, podemos dizer que o céu é azul porque o sol está a iluminar a parte do planeta em que nós encontramos.

Sim, mas se essa é a razão, então porque é que quando vemos fotos tiradas no espaço, vemos o céu preto?

Para responder a esta questão, podemos dar uma resposta simples: no espaço não existe atmosfera.

Mas se essa é a resposta, então porque é que vemos o céu azul, e não de outra cor, como por exemplo vermelho? E porque é que vemos o sol amarelo?

Se pensar-mos um pouco, podemos chegar à conclusão que um raio de luz emitido por uma estrela contem todas as cores do espectro visível 2] – toda a gente já viu a dispersão de luz utilizando um prisma[3] – e quando juntamos todas as cores num ponto, obtemos uma cor… branca! Então porque é que o sol é amarelo?

A verdade é que o facto do céu ter um tom azul acontece pela mesma razão que o sol tem um tom amarelo… Ou que durante um por do sol, o céu fica alaranjado. Isto deve-se a um fenómeno chamado divisão – divisão em aspas – da luz solar na atmosfera, mais conhecido como Dispersão de Rayleigh[4]. Lord Rayleigh[5] – ou Jonh Strutt para não se confundir com o Lord Voldmort – é o nome do senhor britânico que descobriu este fenómeno  mas este vídeo é sobre o que ele descobriu e não sobre o senhor.

O conceito é simples: um raio de luz é composto por ondas, ondas essas que têm um comprimento. Quando o raio passa por uma partícula que o seu comprimento de onda, essa partícula irá espalhar o raio – ou por outras palavras, desviar o raio da sua direcção original. É um fenómeno que pode ser visto em qualquer superfície, mas é mais notado em superfícies gasosas – como a nossa atmosfera.

Mas mesmo assim, isto não explica completamente o porquê da cor do céu. Bem, como já foi explicado, um raio de luz é composto por varias cores, sendo que cada cor tem um comprimento de onda respectivo[6]. E devido à distancia a que nós encontramos do sol, e ao seu tamanho em comparação ao nosso planeta, os raios de luz emitidos por esta estrela, entram na nossa atmosfera em vários angulos diferentes. O que quer dizer que alguns raios apenas têm de atravessar uma pequena parte dos gazes que compoem a atmosfera, enquanto outros têm de atravessar uma maior parte.

Agora que já temos este conceito de comprimento de ondas, deixem-me fazer uma correcção. Anteriormente disse que a luz era espalhada devido ao fenómeno da dispersão de luz. A verdade é que não é a luz que é espalhada, mas componentes do seu comprimento de onda: ou seja, cores.

Mas para perceber-mos melhor a razão pela qual isto é importante, temos de perceber um pouco melhor a matemática por trás do conceito deste fenómeno  Ou melhor, não desliguem já o vídeo, porque não vou explicar a formula toda, mas apenas a conclusão que se pode tirar. Se pegar-mos novamente na explicação sobre a dispersão de Rayleigh[4], podemos concluir que uma cor com um comprimento de onda pequeno tem mais probabilidades de se espalhar que uma cor com um comprimento maior. Ou seja, isto quer dizer que uma cor “quente” – entre aspas – como por exemplo o vermelho, tem menos probabilidade de se espalhar que uma cor “fria” como o azul.

Bem, então assim podemos pensar que um raio que atravesse a nossa atmosfera- e para ser mais simples, vamos pensar em cores como sendo apenas o vermelho, verde e azul – vai ver a sua componente de cor azul sofrer mais dispersão que o resto das cores. O que quer dizer que no final, vamos ver mais da cor azul espalhada, do que do resto das cores. E com isto obtemos o céu azul, que na realidade são grandes concentrações da cor azul, com uma mistura de tons verdes. Tudo porque a luz é dividida ao entrar na nossa atmosfera.

Mas isto acontece, ou melhor, nota-se mais se o raio atravessar a atmosfera num ângulo que não o faça vir na nossa direcção. Então o que acontece se um raio vier na nossa direcção, como por exemplo quando olhamos… para o sol?

Claro que a resposta é óbvia, iríamos ver a cor amarela do sol. Sim, mas se com o raio anterior víamos azul, então o que mudou?

A resposta é simples, depende do ponto em que observamos o raio. Como já foi explicado, ao atravessar a nossa atmosfera, o raio perde grande parte da sua componente azul, e alguma da verde. Ou seja, isto quer dizer que se no final o raio será composto maioritariamente por vermelho. Então se observarmos um raio que viaja na nossa direcção, e que atravessou a atmosfera, vamos ver um raio que é composto por vermelho e verde, e não tem azul. O que irá criar a cor amarela que nós vemos no sol. Tudo depende do ângulo com que o raio atravessa a atmosfera. Um raio que se dirija na nossa direcção vai parecer amarelo – ou uma cor mais próxima do vermelho – enquanto que um que não se dirija na nossa direcção vai parecer azul.

E com isto conseguimos também explicar porque é que o por do sol é laranja, ou às vezes a luz reflectida pelas nuvens é vermelha.

Por isso, da próxima vez que virem uma foto do sol, tirada no espaço, e ficarem confusos por o sol aparecer como uma bola branca, já sabem que a culpa é da nossa atmosfera.

Links e referencias

[1] – Video anterior: http://bleepbloopblog.wordpress.com/2013/01/18/science-btch-qual-a-razao-para-o-ceu-ser-preto-durante-a-noite/

[2] – Luz: http://en.wikipedia.org/wiki/Light

[3] – Dispersão de luz: http://www.brasilescola.com/upload/e/decomposicao%20da%20luz(1).jpg

[4] - Rayleigh scattering: http://en.wikipedia.org/wiki/Rayleigh_scattering

[5] – Lord Rayleigh: http://en.wikipedia.org/wiki/Lord_Rayleigh

[6] – Light wavelenght: http://en.wikipedia.org/wiki/Visible_spectrum

Vídeo

Texto

Sempre que olhamos para o céu durante a noite, aceitamos sem perguntas que o céu é preto… Mas e se num momento de rebeldia, decidir-mos perguntar porque é que durante a noite o céu é preto?

A resposta parece óbvia: é noite e o sol[1] não está a iluminar essa parte do céu… Duh…

Beeeemmm, a resposta não é assim tão óbvia .. Se pensar-mos que durante o dia, o céu é azul devido à luz emitida pelo sol (mais propriamente devido ao espalhamento criado [2]), e que o sol é uma estrela, e que durante a noite vemos milhares de estrelas, então mais uma vez, porque é que o céu é preto à noite?

Mais uma vez, a resposta parece óbvia: porque as estrelas não estão suficientemente perto para cobrir todo o espaço que nós vemos ao olhar para cima… Duhhh…

Sim, mas se a questão é essa, então assumindo, como as provas indicam, que vivemos num universo infinito [3], e que neste universo, existe um numero virtualmente infinito de estrelas, então porque é que continuamos a ver falhas, ou seja, manchas negras no céu?

Mais uma vez, a resposta parece óbvia… Ou melhor, desta vez não é tão óbvia…

Se pensar-mos que as estrelas emitem luz, e que essa luz demora tempo a correr uma certa distancia, ou seja, arredondadamente 300 000 000 m/s [4], então a resposta será que ao olhar-mos para uma das partes escuras no céu, não vemos nada porque a luz que foi emitida dessa direcção ainda não teve tempo de chegar até nós…

Confuso, não é?

Então deixem-me explicar melhor. O universo é infinito em espaço como já disse, mas existe uma dimensão – entre aspas – em que não é infinito: mais conhecida como Tempo [5]. Isto quer dizer que o universo a certo ponto no passado, foi criado – o famoso Big Bang [6], mas isso é matéria para outro video – e existe até agora. O que quer dizer que a luz emitida pelas estrelas necessárias para iluminar o céu durante a noite, ainda não teve tempo de chegar até nós. Isto se a estrela em causa estiver assim tão longe do nosso planeta. Caso contrario, então vemos um ponto luminoso no céu.

E querem saber a parte engraçado disto tudo? Quando vocês olham para uma estrela no céu nocturno  vocês não estão a vê la como é agora, mas como era no momento em que emitiu a luz que vocês estão a ver. Ou seja, se vocês olharem para uma estrela – ou neste caso, um planeta – em busca de vida, e se não virem vida, isso não quer dizer que não exista vida neste momento. Apenas quer dizer que à milhões de anos atrás, quando a luz dessa estrela foi emitida, ainda não existia vida naquela parte do universo. O mesmo acontece connosco: se uma civilização a milhões de anos-luz – sendo um ano-luz, a distancia que a luz percorre durante um ano – estiver a olhar para nós em busca de sinais de vida, apenas vai ver o estado do nosso planeta à milhões de anos atrás… O que quer dizer que muito provavelmente vai ver o inicio da vida no nosso planeta…

E agora surge a pergunta: então isso quer dizer que dando o tempo necessário, um dia o céu ficará iluminado durante a noite?

Humm não propriamente… Se pegar-mos no conceito do Big Bang, podemos concluir que devido à explosão que criou o universo, as estrelas estão a afastar-se uma das outras [6]. Isso quer dizer que a distancia entre uma dada estrela e o nosso planeta, aumenta a cada segundo. E da mesma forma que quando um carro se afasta de nós, nós ouvimos o som a diminuir – mais conhecido como efeito de Doppler [7] – neste caso, também vemos a luz a diminuir. Ou melhor, não é bem a diminur mas sim a diminuir de intensidade, até passar para um espectro não visível  neste caso, o Infra-vermelho [8]. Como os nosso olhos não conseguem ver o infra-vermelho, então existem estrelas que iluminam o nosso planeta com uma luz que nós não conseguimos ver. E é por isso que muitas vezes, nós não conseguimos ver estrelas que certos telescópios captam em fotografias [9]. Porque eles estão a captar luz do espectro infra-vermelho.

Assim, a questão que se coloca é: será que algum dia vamos conseguir contar todas as estrelas que existem no céu?

E não levem a pergunta muito a sério… Afinal de contas somos um bando de macacos, a voar pelo espaço numa rocha gigante…

Links e referencias

[1] – Sol: http://en.wikipedia.org/wiki/Sun

[2] – Rayleigh scattering: http://en.wikipedia.org/wiki/Rayleigh_scattering

[3] – Teoria do Universo Infinito: http://www.scientificphilosophy.com/Downloads/IUT.pdf

[4] – Velocidade da luz: http://en.wikipedia.org/wiki/Light

[5] – Tempo: http://en.wikipedia.org/wiki/Time

[6] – Teoria do Big Bang: http://en.wikipedia.org/wiki/Big_Bang

[7] – Efeito de Doppler: http://en.wikipedia.org/wiki/Doppler_effect

[8] – Infra-vermelho: http://en.wikipedia.org/wiki/Infrared

[9] – Exemplo de uma destas fotos: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Wide-field_Infrared_Survey_Explorer_first-light_image.jpg

Novo projecto, em parte relacionado com jogos!

Publicado: 18 de Janeiro de 2013 por neopotter em Noticia, Science

Boas pessoal, hoje é estreia de um novo projecto que eu e o Gix já andamos a pensar em fazer à uns meses, de nome “Science, bitch!”… Não tem muito a ver com jogos, que é o tema principal deste blog, mas vamos utilizar jogos, por isso… Acho que fica balanceado…

Quero primeiro deixar aqui 2 pontos principais, para evitar potenciais discussões nos comentários. Primeiro, isto ainda está na fase experimental, por isso não se admirem se acharem o episódio um pouco mal editado/produzido. Segundo, a ideia é explicar de forma simples certos conceitos que variam desde a física até ao nosso dia-a-dia. Ou seja, podem encontrar explicações nestes vídeos que não estão totalmente correctos, mas que serão explicados (e corrigidos) mais detalhadamente noutros vídeos “mais à frente”.

Como é um novo conceito que ainda estamos a experimentar, isto quer dizer que quando tivermos a ideia final (isto se decidir-mos avançar com isto) não irá ser propriamente isto que apresentamos aqui… E a razão para ter escolhido a pergunta deste video, é porque é algo simples de explicar (e que muitos já devem saber a resposta), o que torna ideal para testar o conceito do video, e ver se saí tudo como quero…

Resumindo: a ideia é explicar conceitos (engraçados/complicados) de física (ou outros campos) de forma simples, utilizando jogos… E sim, eu sei que tirando certas imagens, não utilizei muita coisa de jogos… Algo que vou tentar mudar, mas logo se vê…

E podem deixar nos comentários sugestões de perguntas para próximos vídeos… Outra coisa que podem sugerir, é musicas de background, desde que sejam “calmas” e não tenham vocais…

Boas pessoal!!!

Publicado: 23 de Outubro de 2012 por neopotter em Noticia

Desculpem nunca mais ter actualizado nada no blog, mas em principio não o irei fazer nos próximos tempos… Porquê?! Porque me estou a dedicar a um novo projecto ^-^

Alguns de vocês devem conhecer a tal série chamada “Megiddo” que eu anda a produzir, e os problemas que eu tinha em fazer um novo episodio… Bem, arranjei uma solução para isso, e estou a publicar a história num outro blog… Daí ter um novo projecto… E por isso vinha fazer publicidade (a ironia de fazer publicidade a um blog meu noutro blog meu), e o link é:  http://inthebrink.wordpress.com/

Para mais info acerca do que se passa, aconselho a verem o blog, e podem deixar um like na pagina do facebook:  https://www.facebook.com/inthebrink

Entretanto, caso tenha tempo, irei tentar recuperar este blog (apesar de continuar a meter conteudo novo no canal do youtube: http://www.youtube.com/ne0p0tter )….

Cumprimentos, e toca a visitar o novo blog :P

Modern Warfare 3 – Back from Cali

Publicado: 17 de Janeiro de 2012 por neopotter em Trailer, Trailer

Bem aqui está o vídeo que me lembrou de voltar a reanimar o blog..

Uma pequena experiência que fiz só para testar o nível de processamento no que toca a edição de vídeo do meu novo portátil… E tenho de dizer que estou bastante surpreendido… 4x mais rápido a renderizar do que o anterior…

E sim, sei que é um bocado cliché usar o MW3 para fazer vídeos, visto que toda a gente usa, mas era o que tinha “à mão” naquela altura… Anyway, hope you enjoy…

Musica: Slash feat. Myles Kennedy: Back from Cali

Em relação à pergunta que alguns de vocês fazem: não tenho tido tempo, por isso não prometo que grave vídeos sobre o spec-ops… Tenho vontade disso (já me esqueci do que sofri com o MW2), mas não tenho tempo… Se arranjar tempo logo se vê xD